sábado, 2 de janeiro de 2016

Opinião - "O Terceiro Gémeo", de Ken Follett




Sinopse:

A cientista Jeannie Ferrami, especialista em gémeos e nos componentes genéticos da agressão, faz uma descoberta espantosa. Recorrendo a um banco de dados do FBI, descobre dois homens que parecem ser gémeos verdadeiros: Steve, estudante de direito, e Dennis, assassino condenado. No entanto, nasceram em dias diferentes, de mães distintas, em hospitais separados por centenas de quilómetros. 

Que segredo terá ela desvendado? Poderá confiar no seu chefe e mentor, ou terá de pôr a sua vida nas mãos de Steve Logan, o gémeo por quem se apaixona, apesar de ele estar envolto em intriga e suspeita? Uma coisa é certa: não há nada que faça certas pessoas deixar de conspirar na sombra…





Esta foi a minha última leitura completa de 2015. Foi o meu 52º livro, o que completou o desafio que me tinha proposto para este ano: ler um livro por semana.

Já tinha lido uma obra deste autor, “Os Pilares da Terra”, de que gostei bastante, e sabia que havia mais livros do escritor que não eram romances históricos. No entanto, nunca me tinha dado a curiosidade de ler mais nada dele. Até ir à Feira do Livro de Lisboa o ano passado, e ficar encantada com a sinopse. Só esperei tanto tempo para o ler porque tinha a sensação que seria daqueles que não dá para pousar, então teria que ser em período de férias.

Jean Ferrami é uma cientista especializada em genética, e dedica-se a estudar gémeos univitelinos, preferencialmente criados separados, de forma a determinar qual a “força” dos genes e da educação na personalidade de uma pessoa. A ação desenvolve-se em volta deste estudo, que subitamente se vê no centro de uma polémica na comunicação social. A par de tentar salvar a investigação pioneira que potencialmente lhe daria grande visibilidade no mundo da investigação, Jeannie está também empenhada em provar a inocência de Steve Logan, para quem todas as provas apontam como sendo o violador de Lisa, a sua colega de laboratório.

Achei o livro bastante acessível. Apesar de ser um livro com cerca de 650 páginas (edição de bolso, a normal tem 520) e ser uma leitura intensa, não é de todo cansativo. Normalmente tenho inícios de leitura muito lentos, mas neste caso fiquei presa desde o primeiro capítulo. A ação desenrola-se rapidamente, no espaço de uma semana, num acelerar constante que tornou muito difícil parar a leitura.

Tendo, no meu entender, dois ou três pontos menos positivos, realço apenas um deles para não revelar nenhum spoiler. Achei o terço final do livro demasiado previsível. Contudo, isso não fez com que tirasse menos prazer da leitura.

Tendo em conta tudo o que escrevi, e pelo facto de me ter feito ler quase compulsivamente, a minha classificação para este livro é: 

Bom Ano a todos, e que 2016 seja recheado de livros e desejos realizados!



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