quarta-feira, 23 de março de 2016

Opinião - "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald (Livro e Filme)

Tendo em conta que propus como um dos desafios para 2016 ler mais clássicos, este era um dos principais da minha lista por ser dos mais conhecidos e por ter um filme com o meu querido DiCaprio.



Sinopse:

Considerado a obra-prima de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby tornou-se não só um clássico da literatura do século XX, como o retrato mais expressivo da «idade do jazz», em todo o seu esplendor e decadência. Jay Gatsby é o herói que personifica o materialismo obsessivo e o desencanto do pós-Primeira Guerra Mundial.

Autor: F. Scott Fitzgerald
Editor: Editorial Presença
Data de lançamento: Outubro de 1986
Coleção: Obras Literárias Escolhidas
ISBN: 9789722313698
Nº Páginas: 176
Encadernação: Capa mole




Devo admitir que não gosto muito de ler sinopses, principalmente de livros conhecidos, pois a cada 10 que leio, sinto que 9 revelam demasiado da história (contudo creio que a apresentada acima expõe apenas a dose certa), portanto embora soubesse que o livro retratava a América durante os turbulentos anos 20 e uma figura excêntrica, não procurei mais informação.

Antes de mais, considero que um dos pontos altos deste livro é a escrita de Fitzgerald, que envolve o leitor numa época fascinante de dança e música, de luxo exagerado e desperdício desmedido, a chamada idade do jazz.

Além disso, também foi bastante inteligente da parte do autor contar a história através do ponto de vista de um narrador menos participante e mais observador de todo aquele panorama, pois creio que assim estabelece-se instantaneamente uma ligação com o leitor – que inevitavelmente, tal como Nick Carraway, sente-se como um forasteiro sendo levado pela maré daquele ambiente extravagante.

É ao mudar-se que o nosso narrador trava amizade com Jay Gatsby, seu novo vizinho de nome notório e rosto incógnito, anfitrião de festas exuberantes na mansão em que vive. Ora, é à medida que conhecemos Gatsby através de Nick que nos apercebemos que, mesmo vivendo num mundo de aparências e não obstante a sua extrema riqueza e algum materialismo, a Gatsby falta algo para se encaixar – a frieza. E é esse seu coração, bem como a sua qualidade de inocente sonhador que o levam à decadência e tornam inesquecível esse personagem.

No final da história senti-me extremamente indignada e passados alguns minutos até mesmo nostálgica, com saudades do meu querido Gatsby. Queria ter sido uma amiga para lhe ter arreganhado os olhos (ou pelo menos ter estado presente naquele momento), por outro lado sei que isso não o teria impedido de ir em busca do seu sonho.








Escusado será dizer que também evito ao máximo assistir a trailers de filmes antes de ler o livro ou até mesmo antes de ver o filme (paranoica), porque aí é que está garantidamente uma fonte de spoilers

Bem, embora não tenha assistido ao trailer, já tinha ouvido muitas opiniões menos positivas quanto à adaptação cinematográfica de "O Grande Gatsby", portanto comecei a assistir o filme sem grandes expectativas e este revelou-se uma agradável surpresa. 

Está certo que o filme jamais substituirá ou será tão bom quanto o livro, contudo, embora tenha achado alguns momentos mais aborrecidos, talvez por já saber o que iria acontecer, gostei bastante do guarda-roupa, da fotografia, das atuações (o DiCaprio esteve um mimo), dos momentos cómicos que não imaginei tão engraçados no livro e do final, que teve um pequeno toque diferente (a chamada). 

Em suma, posso dizer que recomendo ambos e recomendo bastante, principalmente o livro! :)

Já leram o livro ou assistiram ao filme?












Beijinhos!


2 comentários:

  1. Já li o livro e vi o filme e gostei muito de ambos!:)
    Beijinhos e boas leituras!

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    1. Que bom, tenho a mesma opinião :)

      Beijinhos e igualmente!! - Carolina

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