terça-feira, 24 de maio de 2016

Opinião - "O Espião Português", de Nuno Nepomuceno

Hoje venho trazer-vos a minha humilde opinião do único (!) livro que li este mês. Ainda não sei se vou conseguir ler mais algum ou não, principalmente porque estamos a dois dias da Feira do Livro de Lisboa, e eu não vou perder a oportunidade de ir a um evento maravilhoso que acontece uma vez por ano.

Sinopse:
E se toda a sua vida, tudo aquilo em que acredita, não passar de uma mentira?
O que faria?
Quando André Marques-Smith, o jovem director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português é enviado à capital sueca, está longe de imaginar que aquele será um ponto de viragem na sua vida.
Ao serviço da Cadmo, a agência de espionagem semigovernamental para a qual secretamente trabalha, recupera a primeira parte de um grupo de documentos pertencentes a um cientista russo já falecido. Mas quando regressa a Portugal, tudo muda. Uma nova força obteve a segunda parte do projeto e, de uma forma violenta e aterrorizadora, resolveu mostrar ao mundo que está na corrida pelos estudos do cientista.
Por entre os cenários reais de cidades como Estocolmo, Roma, Viena, Londres e Lisboa, a luta pelo inovador projecto começa, os disfarces sucedem-se, as missões multiplicam-se. E, enquanto é forçado a lidar com os condicionalismos de uma vida dupla, André vê-se inesperadamente envolvido num mundo de mentiras e traições, o mesmo que o levará a fazer uma descoberta que poderá mudar toda a Humanidade.

Opinião:
Antes de mais, confesso que desde Outubro, altura em que descobri a existência desta trilogia, ainda com o terceiro volume por publicar, andava louca para a começar a ler. Mas esperta como sou (ou não...), quando me ofereceram este livro no aniversário não o li logo porque pensei "Hmmm, acho que vou adorar, e depois não tenho os outros volumes para ler. É melhor deixar para mais perto da altura da Feira!", na esperança de evitar uma desgraça da carteira.
E a minha intuição estava certíssima, adorei de facto o livro, começando pelo facto de não ter um início "morto", coisa que me costuma fazer demorar um pouco a entrar no ritmo de leitura. Com "O Espião Português", a leitura foi sempre em velocidade de cruzeiro.
Outra coisa que adorei foi a construção das diferentes personagens, principalmente do André, ao longo da obra. Não senti que houvesse alguma parte desnecessária no livro, mas que cada momento serve um propósito de nos fornecer informação preciosa para conhecermos melhor os envolvidos nesta história.
Mas de tudo, o que mais gostei, foi a quantidade imensa de memórias que pequenos momentos invocaram. Nunca mais consegui fazer ataques estrategicamente planeados em família à comida que a minha mãe estava a fazer sem me lembrar dos peixinhos da horta.

Resumindo: Quero mais! Como sabem, os enfermeiros recém-licenciados estão a emigrar. Se tiver que deixar Portugal vou levar este livro comigo, que é uma forma de levar os nossos costumes e valores na mala para poder ler (e chorar!) sempre que tiver saudades do conforto de tudo o que é familiar.

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